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O que acontece quando andamos com Deus

Nas escrituras proféticas de Amós 3:3-7, lemos acerca do clamor ou do peso do coração de Deus.

Fide et Ratio

O artigo aborda os princípios bíblicos e teológicos envolvidos na unção espiritual.

Dois níveis de Ministério

Mensagem do Pr. Kennedy Fábio sobre a importãncia de sabermos esperar em Deus.
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A RELEVÂNCIA PROFÉTICA DA CARTA AOS CRENTES DA IGREJA DE LAODICÉIA

No texto base nosso Senhor Jesus, a partir de João, escreve e envia uma carta ao anjo da Igreja de Laodicéia, exortando-a sobre o estado espiritual que ela se encontrava. Historicamente, a cidade era um próspero centro comercial (quando a cidade foi destruída por um terremoto, em 60 d.C., ela rejeitou ajuda do império romano para sua reconstrução), importante centro bancário e de troca de moedas, possuía vestes de lã negra polida, raríssima na época, e pós medicinais oftalmológicos. Contudo, não possuía suprimento de água permanente. A água tinha que ser levada por canos, vinda das cidades vizinhas de Hierápolis e Colosso. A água vinda de Hierápolis era quente, oriunda de fontes termais; já a de Colosso era fresca. Contudo, ambas chegavam mornas em Laodicéia, devido à transferência de calor. A despeito de existirem várias Igrejas na Ásia nos dias em que o texto de Apocalipse foi escrito, as cartas só foram redigidas às sete listadas em Apocalipse. O motivo, com certeza, está na relevância profética destas Sete Igrejas, sendo representativas das demais, conforme indicado no número total de Igrejas, não apenas do seu tempo, mas do presente e futuro. O ponto central é que esta carta (bem como as demais) foram escritas acerca do estado espiritual dos crentes que constituíam aquelas Igrejas, conclusão óbvia uma vez que qualquer Igreja é composta por pessoas. Apesar da importância do estudo da escatologia bíblica, este artigo abordará os princípios bíblicos contidos na Carta à Igreja de Laodicéia, imprescindíveis para a vida cristã tanto no período em que foi originalmente escrita, quanto nos nossos dias. Toda a Palavra de Deus é “regra de fé e de conduta” para todos os que protestam ser cristãos, o que inclui a missiva em questão.

I. 1º PRINCÍPIO: JESUS CONHECE A REALIDADE ESPIRITUAL DAS NOSSAS OBRAS.
Ao lermos os versículos 15 e 16 do texto base, constatamos que o Senhor conhece a real intensidade da nossa espiritualidade, que é demonstrada pelas obras que praticamos. Ele nos diz: “Conheço as tuas obras - nem frio, nem quente: morno”. A mornidão espiritual é exprimida pela manifestação de duas sensações “senoidais” muito comuns, que se alternam continua e periodicamente entre “pico e vale”: de dedicação e de apatia na Obra de Deus, de ânimo e desânimo com a Igreja: “Um dia, feliz; outro dia, não quer saber de mais nada”. Nesta situação, a Obra de Deus é feita na medida da conveniência, ou seja, quando é possível, quando não atrapalha, quando tudo já estiver terminado, quando não houver mais nada para fazer, e ainda restar alguma vontade. Essa atitude é a marca de um coração dividido entre dois pensamentos, entre dois mundos (I Rs 18.21; Is 29.13; II Co 10.5). Jesus espera de nós inteireza de coração, tanto na adoração quanto no serviço cristão, caso contrário a nossa duplicidade de vida somente servirá para provocar vômitos ao Senhor (I Rs 8.23; Tg 1.7,8; 4.8).

II. 2º PRINCÍPIO: JESUS CONHECE A REALIDADE ESPIRITUAL DE NOSSA PROFISSÃO DE FÉ.

De acordo com os versículos 17 e 18, a mornidão espiritual é devida ao estado de aparente segurança física e material, sentimento que era comum aos moradores de Laodicéia. É possível interpretarmos erroneamente a nossa situação espiritual a partir da situação terrena. Veja o que o pensamento dos crentes de Laodicéia: “Sou rico, estou vestido como rei e tenho saúde. Tenho tudo, não me falta nada. Logo, espiritualmente, estou muito bem”. Cristo, contudo, não aprova este pensamento auto-suficiente, arrogante e cheio de vanglórias. Ele diz: “és um coitado, e miserável, e pobre, e cego e nu”. Por isso, Ele aconselha os crentes de Laodicéia, a: a) Comprar Dele ouro refinado no fogo, para serem verdadeiramente ricos. Somente com ouro puro, que é símbolo da Glória de Deus, e que crente de Laodicéia não possui em sua vida, o homem pode ser rico para com Deus. (Pv 13.7; Ez 28.4-6; Lc 12.15-21)
b) Comprar Dele vestes brancas, para cobrirem a nudez (Lm 1.8). As vestes espirituais do salvo são brancas. Fala de santificação como processo, ou seja, da santificação dia-a-dia, da separação contínua do sistema e valores deste mundo (Zc 3.3-5; Ez 16.8; Ap 16.15).
c) Comprar Dele colírio, para que vejam. Só assim os crentes de Laodicéia serão libertos da cegueira espiritual (Is 42.19,20) tornando-se então capazes de ver a verdade de Deus (Is 35.5).

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Autor:Pr. Ricardo Kropf Santos Fermam